Entenda a relação existente entre liderança e motivação

Manter equipes motivadas e com alto desempenho é o sonho de toda empresa. Nem todas, porém, enxergam que liderança e motivação andam de mãos dadas. Todo time de alta performance conta com um líder que trabalha muito para que isso ocorra, tanto no recrutamento dos profissionais quanto na condução da equipe como um todo.

A visão sobre liderança mudou muito nas últimas décadas, e aquela figura do chefe autocrático ficou definitivamente para trás. Quando pensamos nas habilidades do século XXI que um bom líder deve ter, estamos falando de alguém que é capaz de identificar o melhor de cada um, de ajudar os colaboradores a se desenvolverem e de procurar a melhor forma de trabalhar em conjunto.

É claro que o objetivo final é ganhar, mas um bom líder faz com que todos saiam no lucro: a empresa, os colaboradores e ele mesmo. Neste artigo vamos mostrar as principais características desse líder moderno, como liderança e motivação se relacionam, os benefícios de uma equipe motivada e, por fim, mostrar como um curso de especialização pode ser útil. Acompanhe!

Conheça 6 características essenciais de um bom líder

Todo mundo que já fez processos de gestão de pessoas sabe que as dificuldades são muito maiores do que parecem. Afinal, estamos lidando com seres humanos, e não com máquinas, e eles não podem ser programados para fazerem o que queremos.

Os colaboradores têm características distintas, o que é uma grande vantagem — e precisa ser bem aproveitada. Ao mesmo tempo, é preciso identificar o que deve ser desenvolvido em cada membro da equipe.

Vale lembrar que cada equipe forma um organismo vivo, isto é, a maneira como os colaboradores interagem entre si altera o produto final, de forma que o todo não é igual à soma das partes.

Assim, manter as pessoas motivadas e trabalhando em prol da empresa — e não contra ela ou contra o líder, especificamente — é um grande desafio. Um bom líder é capaz de inspirar as pessoas ao seu redor, influenciá-las e guiá-las, fazendo com que todos evoluam nesse processo.

Não é à toa que as características de um bom líder são estudadas incessantemente por tantos especialistas. Veja a seguir as 6 principais.

1. Reconhece os limites pessoais

Antigamente, o chefe era aquela pessoa que tinha a resposta para tudo, que sabia mais do que os seus comandados. Atualmente, está claro que isso era uma ilusão. Em primeiro lugar, porque ninguém pode ter conhecimento de tudo, ainda mais nesse cenário de crescente complexidade em que vivemos.

Além disso, uma postura como essa elimina a preciosa oportunidade de receber a contribuição dos membros da equipe e de parceiros. Partindo do princípio de que é extremamente improvável que todas as boas ideias estejam concentradas em um único cérebro, esse tipo de atitude é, na verdade, um grande desperdício de capital humano.

Assim, um bom líder é aquele que reconhece seus limites pessoais e se cerca de profissionais que sejam capazes de suprir essas lacunas e que tenham conhecimentos, competências e habilidades complementares.

2. Identifica talentos

Se você já trabalhou em empresas de médio e grande porte, deve ter presenciado a seguinte situação: o chefe contrata um novo colaborador e o apresenta como uma nova grande promessa. Conforme o tempo passa, o profissional não demonstra o desempenho esperado, mas o chefe reluta em tomar as medidas necessárias.

Isso ocorre por vários motivos. Uma das funções do líder é justamente identificar os talentos que vão fazer a diferença na organização. Assim, uma contratação ou uma promoção errada também é, no fim das contas, um erro de quem fez a escolha.

É lógico que manter o colaborador ali apenas para não assumir que não deu certo é, na verdade, outro erro, e mais uma vez, não é o que se espera de um bom líder.

Para identificar talentos, o bom líder precisa fazer a lição de casa: investir em um recrutamento eficaz, analisar constantemente o perfil comportamental dos seus colaboradores e observar quem se destaca nos projetos mais desafiadores.

Por fim, é importante ressaltar que não basta identificar os talentos, mas saber mantê-los, dando a eles a oportunidade de desenvolver todo o seu potencial e reconhecendo o desempenho diferenciado.

3. Sabe delegar tarefas

Este é outro problema muito comum: o do chefe que acredita que só ele consegue fazer aquele trabalho como deve ser e que precisa supervisionar tudo. Assim, ele precisaria ser onipresente e estar em todos os lugares.

O resultado é sempre o mesmo: o profissional fica sobrecarregado e não consegue dar conta de tudo, as atividades ficam paradas, esperando a decisão dele, e por fim, o andamento dos trabalhos é comprometido.

Além de ser causa de uma ineficiência para a empresa, esse chefe também provoca insatisfação na equipe por dois motivos. O primeiro é que os profissionais dão duro para entregar determinado trabalho no prazo e veem todo o seu esforço ir por água abaixo por causa do chefe, que não consegue aprovar e passar a tarefa para o próximo passo.

Além disso, mostra aos colaboradores que eles não têm autonomia e que tudo sempre terá que passar pela validação da chefia. Assim, é importante que o líder saiba delegar o que puder ser delegado, escolhendo as pessoas da equipe que sejam capazes de dar esse passo na carreira para tomar decisões.

Dessa forma é possível aliviar a carga de trabalho, garantir que tudo flua conforme o esperado e desenvolver as pessoas sob sua liderança para assumir novas funções e responsabilidades.

4. Oferece feedback para a equipe

O feedback é um dos principais instrumentos de desenvolvimento de equipes. É um momento de balanço: é ali que você vai reconhecer todos os pontos positivos do trabalho daquele profissional e apontar o que ainda precisa ser desenvolvido.

O bom líder se prepara para esse feedback. Ao mencionar os pontos a serem desenvolvidos, é importante citar situações reais. Por exemplo: se o profissional tem um problema de postura para se comunicar com a alta diretoria da empresa, é fundamental explicar em que casos isso aconteceu e como ele deveria ter agido.

Tão importante quanto a fala do líder é ouvir o que o colaborador tem a dizer. Ele pode ter motivos para isso que você nem imagina quais sejam. Sendo assim, é fundamental praticar a escuta ativa.

O feedback deve ser bem estruturado e não deve se encerrar naquele momento. A partir dele, o colaborador deve traçar um plano prático para melhorar os pontos indicados — tudo dentro do prazo. Isso deve estar, inclusive, no Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) do colaborador.

5. Reconhece os méritos

Se apontar os pontos de melhoria é importante, reconhecer os méritos também o é. Todo mundo que se esforça e faz um bom trabalho espera que isso tenha uma consequência positiva na sua vida profissional.

A empresa deve ter um sistema estruturado de reconhecimento, que pode envolver vários benefícios: um bônus em dinheiro, uma bolsa de estudos, a elegibilidade para uma promoção, um aumento de salário ou mesmo um prêmio simbólico, como um reconhecimento público.

É bom lembrar que o reconhecimento simbólico tem, sim, um impacto positivo, mas também tem suas limitações. Os profissionais querem crescer e ver seus esforços renderem dividendos, então é importante que, em algum momento, quem realmente teve um desempenho diferenciado suba um degrau na escala.

6. Estimula o aprendizado

Por fim, vamos lembrar que contratar e demitir funcionários tem um custo alto para a empresa. Assim, é muito melhor desenvolver os colaboradores que já fazem parte da equipe. Além disso, você conhece os profissionais e sabe quais são suas aptidões, o que facilita o direcionamento para a trilha de aprendizado de cada um deles.

Um dos principais motivos para os profissionais decidirem trocar de emprego é a percepção de estagnação, de que não há mais desafios ali, não há mais nada a aprender. Não deixe que isso aconteça com a sua equipe!

O líder que estimula o aprendizado também mostra aos seus liderados que entende as necessidades deles de buscar constante aprimoramento e evoluir na carreira. Afinal, foi-se a época em que o profissional passava a vida toda executando uma tarefa operacional de forma mecânica. A maioria desses trabalhos foi automatizada, e o que ainda não foi, será.

Basta pensar no telemarketing, ativo ou receptivo. As empresas ainda contam com equipes para fazer o atendimento aos clientes, mas os chatbots estão evoluindo de forma tão acelerada e sofisticada, fazendo uso de inteligência artificial, que muitas vezes são capazes de prestar um atendimento mais personalizado do que os atendentes humanos.

Isso acontece porque o programa consegue aprender a linguagem do usuário e falar com ele no mesmo nível, enquanto os atendentes humanos precisam ficar presos a um script elaborado pela empresa. Além disso, a capacidade de armazenamento e processamento de informações tende ao infinito, de forma que, com o tempo, ele será capaz de atender a quase todas as demandas.

Isso significa que não haverá mais profissionais de atendimento? Não, mas é provável que quem fica apenas no nível básico operacional seja substituído. A inteligência ligada ao atendimento ao cliente vai permanecer e ser mais importante do que nunca — por isso é necessário aprender.

Entenda a relação entre liderança e motivação

Por todos os pontos que já apontamos até aqui, fica clara a relação entre liderança e motivação. Vamos retomar a definição de líder que demos no começo deste texto: o bom líder é aquele que consegue inspirar as pessoas ao seu redor, influenciá-las e guiá-las, fazendo com que todos evoluam nesse processo.

Veja que não há, nessa definição, nada que fale em ordens e comandos. Trata-se de ser capaz de formar uma equipe que consiga não apenas entregar os resultados que a empresa espera, mas ir além — e só faz isso quem está muito motivado.

A função do líder é saber que tipo de profissional deve compor essa equipe, como eles devem funcionar em conjunto e exatamente o que os motiva, de forma que eles possam desenvolver todo o seu potencial.

Isso fica evidente pelas características que listamos como sendo de um bom líder. Alguém que é capaz de identificar os talentos e reconhecer qualidades mantém a equipe motivada, uma vez que o colaborador sabe que seu esforço terá consequências positivas concretas.

O mesmo vale para um profissional que ganha uma nova responsabilidade/função ou que é estimulado a aprender coisas novas. Isso cria um ambiente dinâmico e muito positivo na organização, qualquer que seja o tamanho dela.

Para transformar tudo isso em realidade, o líder precisa conhecer profundamente a sua equipe, saber o que agrada a cada um e entender que não existe uma resposta única que sirva para todos. Por isso, o líder precisa ser acessível, e não uma entidade distante trancada em sua sala.

Em tempos de trabalho remoto, isso é ainda mais desafiador. É dever do líder pensar em formas de não deixar que a distância física gere problemas como falta de sintonia entre os profissionais.

Os times esportivos de alto desempenho são sempre um grande exemplo de equipes motivadas, com um líder que trabalha para isso. Quando pensamos nas seleções de vôlei do Brasil — tanto a masculina quanto a feminina —, vemos times que ganharam os principais prêmios mundiais por tanto tempo.

Não é segredo que seus líderes — no caso, os técnicos dos times — se dedicam o tempo todo a descobrir formas de aumentar a motivação de suas equipes para garantir um pouco mais de eficiência, que vai fazer a diferença ao competir com outros grupos tão bons quanto os deles.

Fique por dentro de 3 benefícios de uma equipe motivada

Por fim, vamos ver na prática alguns dos principais benefícios que uma equipe motivada gera para a empresa.

1. Retém talentos

Uma taxa alta de turnover é um problema para as empresas, significando interrupção do trabalho, custos com recrutamento e seleção e com o treinamento de um novo funcionário.

Além disso, quando a equipe está insatisfeita, o mais comum é que os primeiros a irem embora sejam os melhores colaboradores. Isso faz sentido justamente porque eles são bons e você não deve ter sido a primeira pessoa a reconhecer isso. Por isso, eles costumam encontrar o mercado de portas abertas para recebê-los.

Manter a equipe motivada é uma excelente forma de reter talentos. Se o profissional gosta do que faz, gosta do ambiente e vê chances de crescimento, existe uma grande possibilidade dele recusar outras propostas, inclusive as financeiramente mais vantajosas.

No entanto, não se acomode: os talentos são os que mais precisam de desafios constantes e do devido reconhecimento. Por isso, manter esse colaborador motivado é uma missão árdua para o líder.

2. Aumenta a produtividade

Vamos retomar o exemplo das equipes esportivas. Se você acompanha futebol, já deve ter visto muitas vezes o que acontece quando os problemas de fora de campo entram no gramado: equipe mal entrosada e falta de empenho nas jogadas. Nada dá certo e a derrota é certa.

Isso acontece também com as equipes nas empresas. Quando ninguém se gosta, não tem prazer no que faz, não tem afinidade com o chefe ou não vê sentido no trabalho, tudo fica mais lento, pesado e malfeito. Isso aumenta o desperdício, o retrabalho e joga a produtividade da empresa no chão.

Vivemos uma época altamente competitiva, e a perda de produtividade coloca a empresa imediatamente em desvantagem.

3. Gera melhores resultados para o negócio

Da mesma forma, uma equipe motivada trabalha em prol do negócio e faz isso com gosto. Pode ser clichê, mas a expressão “vestir a camisa da empresa” faz muito sentido. Só traz novas ideias e soluções quem está motivado, e são elas que vão levar a empresa a outro patamar.

Pode ser algo simples, como uma pequena mudança em um processo, ou mesmo um produto novo, que vai mudar o jogo a favor da empresa, ajudando a conquistar um novo mercado e novos clientes: não importa o que seja, apenas pessoas altamente motivadas estão com a mente voltada para aquilo, e é somente assim que as ideias surgem.

Agora, é preciso ter cuidado. Se a motivação é contagiante e um colaborador motivado ajuda a puxar a equipe, o contrário também é verdade. Um profissional descontente espalha a sua insatisfação rapidamente, e isso é bastante comum. O gestor contrata um funcionário novo, que chega com todo pique para trabalhar em uma equipe que está desmotivada e, dali a pouco, ele já está agindo como os demais.

É preciso identificar a fonte dessa insatisfação e atuar para miná-la. Por vezes, isso vem de um único funcionário que sente que não é suficientemente valorizado. Nesse caso, é preciso avaliar se é possível e se vale a pena fazer algo para mudar esse quadro ou se é chegado o momento de colocar um fim na relação profissional.

Em outros casos, a insatisfação pode ter algum motivo específico, como a ausência de determinado benefício. Da mesma forma, conhecendo o problema é possível pensar em formas de atuar para resolvê-lo.

Saiba por que fazer um curso de especialização contribui nesse sentido

Vimos que ser um bom líder exige mais do que intuição e boa vontade. Os estudos sobre liderança são muitos e profundos. Para desenvolver essa competência, nada melhor do que fazer um curso de especialização na área. Veja abaixo os benefícios que isso pode gerar para a sua atuação profissional e para a sua carreira como um todo.

Aprimorar seu conhecimento técnico

Esse é um dos principais motivos pelos quais as pessoas buscam uma especialização. Mencionamos aqui diversas vezes que fazer a gestão de pessoas não é algo meramente intuitivo, e que existem muitos estudos que mostram quais são os diversos tipos de líder, que estilo adotar de acordo com os objetivos, quais são as consequências de cada um etc.

Assim, se você quer assumir um cargo de liderança de forma consciente, obter os melhores resultados e ser reconhecido no mercado, uma pós-graduação vai ser muito útil. Uma dica é procurar saber o que é MBA e como funciona esse tipo de curso para avaliar se ele pode ser adequado para as suas necessidades.

Manter-se atualizado

Se pensarmos em como era a gestão de pessoas há 20 anos, vamos ver que ela quase não tem nada em comum com o que é praticado hoje. As organizações eram mais hierarquizadas e os cargos tinham funções mais estritas. O perfil dos colaboradores era outro e as exigências do mercado também.

Então, sim, é preciso se manter atualizado. Todo mundo já teve um chefe que fazia gestão com práticas do passado e sabe que isso não funciona. Além de criar um enorme distanciamento entre a liderança e a equipe, é garantia de um time desmotivado.

É claro que você sempre pode ler sobre o assunto, pegando a literatura mais recente de referência e buscando o conhecimento por conta própria, mas um curso traz isso para você de forma sistematizada e com o conhecimento e a experiência dos diversos professores que compõem o quadro da instituição de ensino. Isso não vale apenas para cursos presenciais, mas para o ensino a distância, cujo material é elaborado pelos mesmos professores.

Aumentar a sua rede profissional

Mesmo que você não tenha a menor intenção de sair da empresa na qual trabalha no momento, conhecer outros profissionais e trabalhar o networking é sempre importante.

Fazer um curso de especialização é uma ótima maneira de conhecer seus pares em outras instituições, saber como as coisas são feitas em outras empresas, trocar ideias e ganhar conhecimento.

Muitas vezes descobrimos que os problemas que enfrentamos são comuns a diversos profissionais, e é valioso saber como cada um deles lida com a situação. Se você precisa aprimorar suas habilidades de liderança e entender como deixar sua equipe mais motivada, vai ser muito útil conhecer outros profissionais com os mesmos objetivos.

Vimos que são muitos os desafios para quem quer ser um bom líder nos tempos atuais. Identificar talentos, inspirar, guiar, orientar e conhecer cada colaborador dá muito mais trabalho do que dar uma ordem de cima para baixo. Em compensação, os resultados também são outros. Quando liderança e motivação andam juntos, os resultados não demoram a aparecer.

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