Faculdade pública ou privada? Veja como escolher a melhor opção!

O acesso adequado a educação de qualidade é um dos direitos básicos presentes na Constituição Federal Brasileira, de 1988. Além disso, a educação é uma das fontes de capital humano, que representam um dos principais motores de crescimento e desenvolvimento econômico de um país.

Nos últimos anos, a criação de programas que expandiram a oferta de vagas em universidades públicas e possibilitaram o financiamento estudantil fez com que ingressar em uma faculdade particular se tornasse possível para pessoas que não tinham essa chance anteriormente. Dessa forma, optar por fazer o ensino superior deixou de ser uma realidade distante e passou a ser uma opção cada vez mais tangível.

No entanto, há sempre aquela velha discussão sobre fazer uma faculdade pública ou privada, uma vez que a questão está cercada de mitos e clichês sobre uma ser melhor do que a outra.

Para evitar fazer uma escolha sem pensar, neste artigo vamos abordar a importância de fazer um curso superior no cenário brasileiro atual, explicar o que é e como funcionam as instituições públicas e as privadas, destacando pontos positivos e negativos de ambas. Além disso, selecionamos dicas para você escolher a melhor opção de curso e ainda saber um pouco mais sobre a absorção dos profissionais em cada um dos casos.

Leia este conteúdo até o final e descubra qual tipo de faculdade combina mais com o seu perfil!

Por que as pessoas fazem faculdade no Brasil?

Durante muitos anos, o acesso ao ensino superior no Brasil, tanto público quanto privado, podia ser considerado um privilégio, afinal, poucos eram os que conseguiam cursar uma faculdade por causa da escassez de vagas e devido ao alto custo das mensalidades.

No entanto, nos últimos anos, uma série de políticas públicas ampliou o número de universidades e institutos federais e aumentou o número de vagas nas instituições já existentes no país, o que permitiu que mais pessoas pudessem pleitear uma vaga no ensino público.

Ao mesmo tempo, programas como o Fies (Financiamento Estudantil para ingresso no ensino superior) e o Prouni (Programa Universidade para Todos) garantiram que mais alunos pudessem ter condições de ingressar no ensino privado, seja por meio do financiamento ou pela concessão de bolsas de estudos — que podem ser integrais ou parciais.

Nesse cenário, fazer uma faculdade no Brasil deixa de ser um diferencial na hora de conseguir um bom emprego e passa ser um pré-requisito, sobretudo em tempos de crise, em que o número de desempregados é maior e as disputas pelas vagas são acirradas.

Fazer uma faculdade pública ou privada não necessariamente é garantia de emprego, mas certamente é um passo importante na consolidação profissional. Para entender melhor algumas vantagens de ingressar no ensino superior, continue a leitura dos próximos tópicos.

Crescimento pessoal

Ao ingressar em uma faculdade, mais do que o conhecimento técnico sobre a área escolhida, o aluno tem a possibilidade de ampliar a sua visão de mundo. Isso acontece graças aos desafios encontrados durante o percurso de cada graduação, independentemente do ramo de atuação.

Ao iniciar um curso, automaticamente a zona de conforto é deixada para trás. Aprender algo novo, conviver com pessoas diferentes, adquirir novos hábitos e conhecer realidades diversas são ações comuns em um curso superior, sobretudo em instituições públicas — que costumam reunir pessoas de todo o país. Todas essas situações fazem com que o profissional esteja constantemente aprendendo coisas novas e solucionando problemas diversos.

Além disso, esse contato com o diferente permite uma rica troca de experiências que proporciona o crescimento pessoal. Com isso, ao sair da faculdade, a pessoa se verá muito diferente de quando entrou.

Consolidação da carreira

Fazer uma graduação costuma ser o primeiro passo dado por quem quer ser um profissional de sucesso, alcançando reconhecimento e atingindo objetivos cada vez maiores. A passagem pelo ensino superior permite uma ampliação da visão da área de atuação, o descobrimento de setores pouco conhecidos pela maioria das pessoas e o desenvolvimento do pensamento crítico em relação ao mercado de trabalho.

Na graduação, o currículo é mais amplo e permite a atuação em diversos segmentos graças à qualificação mais generalista. É a partir das vivências obtidas na faculdade somadas à experiência profissional que um estudante vai optar por uma área e buscar uma especialização, ampliando a sua qualificação para desempenhar determinada função.

Estabilidade financeira

Fazer uma faculdade pode ser a porta de entrada para a profissão dos sonhos. Isso também permite que as pessoas que já estejam trabalhando em uma empresa se tornem especializadas, tendo mais chances de ascensão profissional. Tudo isso reflete em possibilidades de salários melhores, criando mais segurança e estabilidade financeira.

Conquista de um bom emprego

Com a modernização das atividades produtivas, avanço na ciência e sobretudo com a inserção de novas tecnologias no mercado, há cada vez mais demanda para mão de obra qualificada nos mais diversos setores. Com isso, fazer uma faculdade pode significar mais possibilidades de conquistar um bom emprego e se firmar enquanto profissional.

Atuação na área científica

Para os apaixonados por ciência e pela pesquisa em geral, fazer faculdade é o primeiro passo para descobrir a carreira acadêmica, conhecer a rotina em laboratórios e abrir caminhos para fazer importantes descobertas que podem revolucionar diversas áreas no mundo.

Todos esses benefícios podem ser obtidos tanto em faculdades públicas quanto em privadas. A seguir, vamos falar sobre cada uma delas e quais são as principais diferenças que devem ser levadas em conta na hora de escolher uma instituição.

Quais são as principais diferenças existentes entre faculdade pública e privada?

Escolher um curso superior — e consequentemente uma faculdade — é uma decisão muito importante, afinal, uma pessoa que opta por uma instituição e uma área de atuação está decidindo sua vida pelos próximos 4 ou 5 anos e mudando os rumos da sua carreira profissional.

Como escolher entre faculdade pública ou privada? Para pensar sobre esse assunto, primeiramente é preciso entender como cada uma delas funciona. Acompanhe abaixo!

As faculdades públicas são instituições que se mantêm a partir de recursos do poder público arrecadados por meio dos impostos pagos pelos contribuintes. Por essa razão, não há nenhum tipo de cobrança de mensalidade.

Essas instituições podem ser Universidades (federais, estaduais ou municipais, dependendo da fonte de recursos), Institutos Federais de Ciência e Tecnologia e institutos administrados pelos militares, a exemplo do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica).

Esse tipo de ensino abrange todas as áreas de conhecimento e pode formar alunos como bacharéis, licenciados (aptos a lecionar) e tecnólogos.

Já as faculdades privadas são organizações com fins lucrativos, portanto, há cobrança de mensalidade. As faculdades particulares são comumente vistas como instituições de qualidade inferior, mas a verdade é que isso depende muito da área de atuação, da tradição, do investimento em qualidade e do corpo docente. Existem no Brasil instituições privadas que são destaque como referência de ensino.

Para entender melhor sobre os prós e contras desse tipo de ensino, continue a leitura!

Formas de ingresso

Atualmente, uma das principais formas de ingresso no ensino público no Brasil é o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), já que a maioria das instituições públicas adota a nota obtida no exame como critério de seleção total ou parcial.

Na faculdade privada, o ingresso ocorre por duas formas: é preciso fazer o vestibular próprio ou utilizar a nota do Enem e aproveitar algum dos programas de financiamento estudantil existentes.

Valor da mensalidade

Uma das principais características de uma faculdade pública é a ausência da mensalidade, o que a torna atrativa para grande parte das pessoas, fazendo com que seus processos seletivos sejam bastante competitivos. Com isso, normalmente os alunos com as melhores notas — seja no Enem, seja no vestibular tradicional — são os que conseguem ocupar as vagas.

Uma vantagem das faculdades públicas é que costumam haver programas que visam a manutenção dos alunos mais carentes nos estudos. Dependendo da universidade, é possível encontrar benefícios como:

  • alojamento;
  • auxílio-moradia;
  • alimentação de baixo custo nos restaurantes universitários;
  • serviços de atendimento médico e psicológico, entre outros.

As faculdades privadas são organizações com fins lucrativos, portanto, há cobrança de mensalidade.

Diferentemente das faculdades públicas, as faculdades privadas têm algumas características em relação aos custos. Uma delas é em relação à mensalidade, pois caso não haja a possibilidade de bolsa ou financiamento estudantil, o aluno precisa estar preparado para investir em um bom curso. Além disso, o custo pode variar de acordo com a inflação e a quantidade de disciplinas por semestre.

Apesar de ter a cobrança de mensalidade, a maioria das faculdades particulares adota programas que permitem acesso ao ensino superior, como o Prouni, Fies, programas de bolsa e incentivos à segunda graduação.

Corpo docente

Os professores das universidades públicas costumam ter pelo menos o nível de mestrado e são contratados mediante concursos públicos — que costumam ser concorridos e testar diversas competências. Dessa forma, eles garantem estabilidade e outros benefícios, como plano de carreira de acordo com a produtividade científica.

No entanto, ao mesmo tempo em que é bom ter professores concursados, em alguns casos isso pode se tornar uma desvantagem, pois um profissional sem amor pela profissão pode se acomodar — uma vez que não pode ser exonerado facilmente — e não buscar atualização de conhecimentos, comprometendo a qualidade do ensino.

Nas faculdades particulares os professores são contratados, e para isso eles passam por processos seletivos. Por não terem a estabilidade de um concurso público, precisam estar sempre se atualizando e buscando o melhor para trabalhar em sala de aula — dessa forma eles não correm o risco de ouvir reclamações dos alunos, que podem levar a uma demissão.

Estrutura do ensino

Na faculdade pública, sobretudo nas universidades federais, há uma integração de atividades de ensino, pesquisa científica e extensão — quando os alunos utilizam os conhecimentos para retornar algum bem para a sociedade ainda na graduação. Em função disso, eles têm uma vivência mais ampla nos mais diversos aspectos de sua formação.

Além disso, o contato com pessoas de culturas diferentes possibilita um intercâmbio de ideias, que certamente vai enriquecer o currículo de qualquer estudante.

Durante a graduação em uma universidade pública, o aluno pode ainda conseguir uma bolsa de iniciação científica de alguma agência de fomento, como CAPES, CNPq ou órgãos estaduais — que além de ajudar nos custeios das despesas, auxiliam o aluno a desenvolver outras habilidades acadêmicas que poderão ser aprimoradas na pós-graduação.

Com o currículo mais objetivo, uma faculdade particular forma profissionais com visão de mercado mais ampla e com habilidades essenciais para conseguir o emprego dos sonhos.

Algumas faculdades privadas costumam ter menos vocação para pesquisas científicas, pois são mais voltadas para a necessidade do mercado. Por isso, alunos que desejam atuar na carreira acadêmica encontram mais dificuldade para desenvolver projetos e ingressar em uma pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado).

É preciso destacar também que no ensino privado os alunos têm à disposição menos programas assistenciais, como restaurantes ou serviço de moradia estudantil — o que pode prejudicar a permanência de alunos de baixa renda.

Infraestrutura

Por depender de verbas públicas, a manutenção da qualidade do ensino e da infraestrutura pode ser comprometida dependendo do governo e da situação econômica do país. Por isso, em tempos de crise financeira, dificilmente uma universidade pública consegue se modernizar e adequar o ensino à tecnologia existente.

As faculdades particulares — principalmente as que são referência em qualidade de ensino — apresentam uma infraestrutura melhor do que as faculdades públicas, pois como a entrada de dinheiro das mensalidades é constante, essas instituições dispõem de recursos suficientes para modernizar as instalações e oferecer o que há de melhor aos alunos.

Flexibilidade de horário

Um curso de graduação em uma faculdade pública exige mais dedicação, pois além da grade de disciplinas obrigatórias ser extensa, dependendo do curso ela não tem um horário regular — o que exigirá dedicação exclusiva do aluno, impedindo que ele desenvolva outras atividades, como um trabalho.

Outra desvantagem frequente é que, de tempos em tempos, os servidores e professores podem se organizar e fazer greves, reivindicando aumentos de salários e melhorias nas condições de trabalho — o que pode atrasar o período de formatura, prolongando a estadia do estudante na graduação.

As faculdades privadas têm como principal vantagem a flexibilidade para conciliar trabalho e estudo, pois têm uma grade curricular mais enxuta, que prioriza o essencial na formação do aluno — e normalmente concentra as aulas em um mesmo horário, o que facilita o planejamento dos discentes.

Além disso, o aluno tem a possibilidade de fazer um curso de educação a distância, que tem o mesmo reconhecimento do mercado, mas com mensalidades que chegam a 50% do custo de um curso presencial.

O que levar em consideração no momento da escolha?

Depois de conhecer algumas das vantagens e desvantagens das faculdades públicas e privadas, você pode estar se perguntando qual delas é a mais indicada para o seu objetivo profissional e a sua disponibilidade de recursos, certo?

Para ajudar nesse dilema, neste tópico separamos alguns fatores que devem ser levados em conta na hora de optar por uma faculdade pública ou privada e começar a graduação. Acompanhe!

Reconhecimento do MEC

O Ministério da Educação frequentemente faz avaliações que investigam a qualidade do ensino e da estrutura oferecida por uma instituição de ensino superior para disponibilizar cursos de graduação. Por isso, esse deve ser um requisito fundamental na hora da escolha.

Quando a faculdade tem o reconhecimento do MEC, significa que apresenta autorização e requisitos mínimos para oferecer o curso com qualidade.

Nota do Enade

O Enade é o exame Nacional de Desempenho dos estudantes, que consiste em avaliar tanto alunos que estão no primeiro ano da graduação quanto os que já estão concluindo o ensino superior. Seu principal objetivo é medir o rendimento dos alunos em relação ao conteúdo programático proposto pela grade curricular do curso, bem como as habilidades técnicas e competências que devem ser adquiridas ao longo da formação.

Por isso, na hora de pesquisar um curso, é importante verificar os resultados obtidos no exame. Conferindo os indicadores de qualidade será mais fácil fazer uma escolha consciente para o seu futuro profissional.

Qualidade do corpo docente

Na faculdade pública ou privada podem existem professores bons e ruins. É preciso estar bastante atento, pois são eles os responsáveis por guiar os conhecimentos dos alunos durante a graduação — que levarão à conquista do diploma e da capacitação profissional adequada.

Com o curso em mente, a dica é buscar informações sobre o corpo docente, atentando-se para a quantidade de professores, a formação desses profissionais (se existem muitos doutores) e a sua experiência prévia em sala de aula, bem como projetos de pesquisa e no mercado de trabalho.

Grade curricular

O conjunto de disciplinas obrigatórias em um curso escolhido costuma sofrer algumas variações de instituição para instituição, de acordo com os critérios estabelecidos pela coordenação. Por essa razão, é importante fazer um estudo detalhado da grade curricular disponibilizada em cada caso e conhecer mais sobre as matérias que serão lecionadas ao longo da graduação.

Vale destacar que é importante estar atento à atualização do conteúdo, ao foco (teórico ou prático) e se as matérias estão alinhadas com as exigências do mercado de trabalho.

Infraestrutura

A infraestrutura da faculdade também é um fator relevante para a escolha de um curso, pois salas equipadas, espaços arejados, laboratórios de informática modernos, bibliotecas riscas e espaços de convivência que possibilitem o conforto e a interação com outros alunos fazem toda a diferença na qualidade do aprendizado.

Se possível, além de pesquisar sobre a infraestrutura, visite a faculdade observando esses e outros pontos, como segurança e acessibilidade. Isso também vale para cursos a distância, pois mesmo que a maior parte das atividades seja online, o aluno precisará comparecer aos polos para provas, reuniões e defesa de trabalhos de conclusão de curso.

Custos

Essa é uma preocupação que deve ser levada em conta tanto para faculdades privadas quanto para públicas. Apesar de a pública não ter mensalidade, muitas vezes o aluno precisa mudar de cidade e arcar com despesas referente a moradia, alimentação, transporte e material de estudo.

Com isso, é importante se planejar e incluir gastos para eventuais imprevistos, bem como para momentos de confraternização ao lado dos colegas de curso — pois são importantes para o crescimento pessoal, para o bem-estar e para ampliar o networking. Com tudo isso na ponta do lápis, fica mais fácil identificar qual alternativa é mais viável financeiramente.

Como é a absorção do mercado de trabalho?

Atualmente, fazer uma faculdade pública ou privada não interfere diretamente na absorção de profissionais pelo mercado de trabalho. Diferentemente da crença popular de que as empresas preferem os graduados em universidades públicas, a verdade é que conseguir um bom emprego depende mais do perfil do candidato do que da instituição de origem.

Existem algumas diferenças quando tratamos, por exemplo, da carreira acadêmica, pois as universidades públicas, por receberem investimentos do governo e de instituições de pesquisa, têm mais tradição em incentivar a pesquisa científica — ideal para quem busca atuar no campo teórico e acadêmico.

Entretanto, para quem está em busca de oportunidades profissionais no mercado tradicional, tanto as faculdades públicas quanto as particulares contam com metodologia que incentiva as atividades práticas e programas de estágio que atendem às exigências do mercado de trabalho.

O mais importante em ambos os casos é que o aluno invista em atividades variadas e que sejam relevantes na graduação, como estágios em diferentes áreas, pesquisa, trabalhos voluntários, cursos de idiomas, congressos, seminários etc. Tudo isso contribui para uma formação mais rica e indica um caminho para uma especialização futura.

Ao longo deste texto foi possível perceber que fazer um curso superior no Brasil é fundamental para buscar melhores oportunidades de trabalho, principalmente em momentos em que os índices de desemprego estão elevados. Não importa se o aluno quer fazer uma faculdade pública ou privada, mas o tipo de instituição que oferece as melhores condições para que ele possa alcançar os seus objetivos pessoais e profissionais.

Se você está interessado em oportunidades para cursar o ensino superior ou a pós-graduação e ainda não sabe por onde começar, entre em contato conosco!

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